Quando eu cai tu estiveste lá, quando tudo deixou de fazer sentido tu estiveste lá. Chorámos e rimos, numa confusão hilariante de sentimentos, estados, cansaços e virtudes. Meus passos são os teus, e da minha sombra fiz dezenas. Sem ti não teria derrubado barreiras, e as muralhas altas da vida ultrapassei porque me pegaste, e bem alto nos teus ombros me ergueste mesmo quando o peso era demasiado para o teu corpo também frágil pelos altos e baixos da tua vida. Nem sempre estiveste, e sei que nem sempre estarás, mas que relevância tem a tua presença física se vives aportado no meu coração?
Numa vida cheia de amores e encontros, são no final do dia tu a quem recolho, vencida ou vencedora, para me aninhar docemente no teu sorriso, nas tuas palavras, na tua essência.
Nem sempre concordamos, nem sempre estamos bem, nunca a tua opinião é a minha, e no final somos faces da mesma moeda, criaturas encurraladas num labirinto confuso de desencantos, derrotas, felicidade, doce delírio que nos apodera da alma.
Sem ti, eu não seria quem sou, porque amigo é respeito, sinceridade e fundamentalmente amor.
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